"Melhorando" o I-Tunes
Desenvolvido pela Apple, inicialmente apenas para os computadores MacIntosh, o I-Tunes é um programa que permite ouvir e organizar arquivos mp3, além de permitir a compra on line de faixas via internet, numa tentativa de moralizar, através de módicos 99 cents por faixa, a troca gratuita e desenfreada de arquivos de música pela rede. Recentemente foi lançada uma versão para Windows e seus desenvolvedores, pretensiosamente, bradaram aos quatro ventos que este era "o melhor aplicativo já escrito para Windows".
Então apareceu um sujeito chamado Bill Zeller, que acaba de criar o My Tunes, um plug-in que funciona apenas com a versão para Windows do I-Tunes e permite que as músicas organizadas por seus usuários sejam compartilhadas na rede, transformando o programa numa espécie de... Napster. Pois é.
Apenas nos três dias subseqüentes ao seu lançamento, em 16 de outubro deste ano, o My Tunes teve três milhões de downloads. E o website que anuncia o produto ainda dá na Apple uma alfinetada de pura ironia: My Tunes: tornando "o melhor aplicativo já escrito para Windows" um pouco melhor. Muito engraçado.

Orquestra Popular de Câmara: Blackbird
Publicado por Marcus Moura
05:26 PM |
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Exercitando o surrealismo

Vivemos em um mundo muito louco, mas mesmo assim há quem o imagine ainda mais louco. Visite o site image imagine e curta interessantes trabalhos surrealistas em arte digital.

Ani DiFranco: Imperfectly
Publicado por Marcus Moura
11:52 PM |
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Esperanto: Eleanor Rigby
No final de 1971, o violinista belga Raymond Vincent resolveu formar uma banda de rock cujo diferencial fosse a presença de instrumentos de orquestra e arranjos elaborados. O chamado "rock progressivo" estava em seus primórdios, com os primeiros trabalhos de bandas como Yes, Genesis, King Crimson e Emerson, Lake and Palmer conquistando platéias na Europa e nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que os Beatles encerravam suas atividades e seus integrantes partiam para trabalhos individuais. Diferente destas bandas, onde prevalecia a formação básica de guitarra, baixo, teclados, bateria e vocal, com eventuais participações de instrumentos de sopro como sax e flauta, o grupo que Vincent queria formar seria bem mais numeroso e ousado, chegando a contar com até doze pessoas em sua formação. Após dois anos de ensaios, surge em 1973 o primeiro disco da Esperanto Rock Orchestra, nome que nos dois trabalhos posteriores seria reduzido para apenas Eperanto. Contando com músicos de diversas nacionalidades, este era um título bastante apropriado para a banda, que começou a realizar bem sucedidas tournées, inicialmente pela Inglaterrra e, em seguida, por toda a Europa.
Em 1975, pressionados pela crise mundial do petróleo - que diminuiu consideravelmente a espessura dos discos de vinil - e com dificuldades para manter um grupo com tantos componentes, o Esperanto lançou seu último disco, com o sugestivo nome de "Last Tango". Neste album, a banda, já reduzida a "apenas" oito componentes, apresenta sua estupenda versão de "Eleanor Rigby", de Lennon e McCartney. Se em sua gravação original esta música já inovava ao incorporar uma orquestra de cordas em seu arranjo, a leitura do Esperanto radicaliza definitivamente essa idéia, com a poderosa voz da vocalista Kim Moore sobressaindo num arranjo com muito peso e uma excepcional integração das cordas - primeiro e segundo violinos, mais violoncello - com o restante dos instrumentos. Clique no player do impressões e curta esta magnífica versão deste clássico dos Beatles. Sete minutos e quarenta e quatro segundos de puro rock'n roll. Puristas, tremei!

Esperanto: Eleanor Rigby
Publicado por Marcus Moura
11:24 PM |
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Como guardar uma motocicleta num furgão
Certamente devem existir soluções bem melhores do que esta.

Julie Murphy: Two Sisters
Publicado por Marcus Moura
08:52 PM |
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