Não em nosso nome
“Não em nosso nome” é o slogan de um movimento antiguerra americano. Certamente não é nossa uma civilização que sorteia os contratos de reconstrução de um país antes de invadi-lo, subentendendo-se que quanto maior for a destruição mais lucrativos serão os contratos, como também não poderia ser nossa uma civilização que festeja o terrorismo suicida. Pode não ser nossa a velha civilização colonialista européia responsável por toda essa salada no Oriente Médio, e pode ser difícil aceitar que quem fala em nosso nome hoje é, quem diria, o Jacques Chirac; mas na medida em que são eles a alternativa à prepotência americana e a crianças mortas, essa é a nossa civilização do momento. Melhor os velhos patifes do que os novos cruzados.
No fim, a única civilização pela qual se deve torcer é essa multinacional e multirracial que enche as ruas em protestos contra a guerra, que não é nem pró-Saddam nem antiamericana — é pela razão, e contra as superbombas.
Quem escreveu isso foi o Luiz Fernando Veríssimo, nO Globo de hoje. Lucidez e razão (coisas que nem sempre caminham juntas). Alguém não assina embaixo?
Publicado por Marcus Moura
08:14 PM |
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