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setembro 21, 2002

O Trenzinho do lobisomem

Sexta-feira, fim de tarde, sol se pondo, chega de trabalhar: momento piano. Aquela relaxada básica (relaxada o cacete, estudando mesmo, prá não ficar com a consciência pesada de não ter tocado durante o dia inteiro; mas é sempre um prazer). A campainha toca: chega uma amiga, junto com o filho de uns cinco ou seis anos, recém voltado da escola:
- Minha Internet caiu, posso usar a sua conexão prá disparar uns e-mails?
- Tudo bem, vai lá, fique à vontade, mas eu vou continuar aqui na sala, comecei a tocar agora e não vou parar não.
- Tá bom, eu me viro.
Continuo tocando, meia hora passa como se fossem cinco minutos. Ela termina de enviar os e-mails, vai se despedindo e o filho me fala:
- Gostei muito daquela música que você estava tocando.
- Qual?
- Aquela do Vira Lobos. O Trenzinho do Vira Lobos!
(a pequena estátua do Villa, que mora em cima do piano, olha de soslaio para o guri, desconfiadíssima). Eu respondo/pergunto:
- Ah! do Villa-Lobos!?
Ele concorda:
- É! Do Vira Lobos. O Trenzinho do Vira Lobos! A professora mostrou outro dia. Eu gosto muito!!
(O Villa muda o charuto de lado e sorri). Eu me divirto e corrijo:
- É Villa-Lobos.
- Isso! O Vira Lobos! Eu gosto muito dele!!
E lá se vão os dois. Volto para o piano, a estátua do Villa me olha, cheia de cumplicidade, com aquela cara de quem diz: "Tá vendo?". E eu volto a tocar, com muito mais vontade, feliz. Criança é bom!

Publicado por Marcus Moura 01:21 AM | Comentários (0)


setembro 20, 2002

Burning Man vesgo

Link muito louco. Uma galeria com imagens de várias edições do Burning Man Festival (juro que ainda vou lá!), de 1996 a 2001, em terceira dimensão. Mas não tenha medo, não são daquelas imagens onde todo mundo vê que tem um veleiro, menos você. São imagens do tipo "fique vesgo e olhe" (ou, se preferir, usando um daqueles óculos com uma lente azul e outra vermelha; o site oferece essas duas possibilidades - e ainda uma terceira, através de um applet java). Se você preferir não correr o risco de desencaixar os olhos de suas órbitas, dá prá curtir assim mesmo. Mas em 3D a piração é maior. Muito calor, muita lama, muita gente pelada na lama, muita doideira e, é claro, o burning man. O site promete as fotos da edição 2002 do festival para a primeira semana de outubro.

Publicado por Marcus Moura 05:39 PM | Comentários (0)


setembro 19, 2002

Vitrine blogal

O site de notícias e comentários no mínimo começou a divulgar os blogs que seus editores consideram interessantes. Boa idéia de um ótimo site que também publica seu próprio blog, editado por Pedro Dória (pronto, começou a puxação de saco). A notícia apareceu por lá na terça-feira e já existiam, até nove e meia da manhã de hoje, sessenta e quatro comentários postados (o meu inclusive), a maioria divulgando seus próprios blogs (o meu inclusive!): parece que a idéia foi bem aceita pela aldeia blogal (nota sem pé de página: todo mundo quer seus 15 Kbytes de fama - ou 15 Megabytes, com banda larga). Mas também há quem não goste: comentários indignados, muito poucos, (êta povo prá se indignar fácil!), pixam a iniciativa, os blogueiros, o primeiro blog escolhido - Go-Gonzo Girl, da Cecília Giannetti -, dizem que é tudo jabá. Afirmo que se o meu blog aparecer por lá, não tem nada a ver com a polpuda quantia que transferi para a conta secreta que o site mantém em um paraíso fiscal nas Antilhas. Tudo intriga.

Publicado por Marcus Moura 11:08 AM | Comentários (0)


setembro 18, 2002

This job sucks

Este é o título da entrevista com a fluffer Hunter Skott, publicada no site nerve.com. Fluffers são mulheres que trabalham nos sets dos filmes pornô e têm como função manter o astral (??) da rapaziada lá em cima para que ninguém dê chabu durante as filmagens. Hunter é fluffer há treze anos, considera-se perfeita em seu trabalho e participou dos bastidores de produções como "Stop! My Ass is on Fire 5" e "Team Shag's Big Tittie Search". Impressionante...

Publicado por Marcus Moura 02:33 PM | Comentários (0)


Propaganda eleitoral

O filho do Francisco Cuoco, ex-galã de nove entre dez novelas da Janete Clair, é candidato a deputado estadual ou federal - confesso que não prestei a devida atenção aos gigantescos painéis, faixas e faixinhas que pululam pela cidade anunciando o candidato. Mas, de qualquer forma, deixo aqui a minha modesta colaboração à sua (dele) campanha eleitoral:

Chega de candidato Bunda-Mole! Nessas eleições, vote em Cuoco!
Publicado por Marcus Moura 02:06 PM | Comentários (0)


Números

Para começar "bem" a manhã, recebi um e-mail com o texto abaixo:

Alguém que depositou R$ 100,00 na poupança, num banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do real), tem hoje R$ 374,00. Se esse mesmo alguém tivesse sacado R$ 100,00 no cheque especial, na mesma data, teria hoje, caso não encerrasse o débito, uma divida de R$ 139.259,00, no mesmo banco. Ou seja, com R$ 100,00 do cheque especial, você fica devendo nove carros populares e com R$ 100,00 da poupança, consegue comprar apenas quatro pneus.

Não sei se a informação é correta, mas os números são impressionantes. A mensagem não era spam, chegou através de uma lista que assino, de ex-alunos de um colégio do Rio onde fiz o segundo grau, e alguns de seus participantes estão inflamadíssimos com a campanha eleitoral. A maior parte deles está polarizada entre Lula e Serra, com ligeira vantagem para o Lula. Ciro tem alguns simpatizantes e Garotinho, nenhum. A pancadaria está comendo solta... Enquanto isso, o dólar sobe. Abriu hoje a R$ 3,299. Ai meus sais...

Publicado por Marcus Moura 10:14 AM | Comentários (0)


setembro 17, 2002

Companhia de Engenharia de Tráfico

Ainda não existe, mas se depender do repórter que assinou a matéria da primeira página do Caderno B do Jornal do Brasil (RJ) de hoje, os traficantes possuem câmeras para monitorar o "movimento". Está lá, no último parágrafo da reportagem: "É a história do caso, desde as primeiras imagens, registradas por câmeras da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET-Rio), instaladas na Rua Jardim Botânico". Caro repórter, não seria "Tráfego"? Revisar é bom.

Ah, sim, a matéria em questão fala do documentário inédito de José Padilha Neto, com o título de "Ônibus 174", sobre o tenso dia 12 de junho de 2000 quando, após uma frustrada tentativa de assalto a um ônibus da linha Gávea-Central, na rua Jardim Botânico (Zona Sul do Rio de Janeiro), o assaltante Sandro do Nascimento manteve durante toda a tarde e início da noite onze pessoas como reféns dentro do coletivo e que terminou com a morte da passageira Geisa Firmo Gonçalves, que levou um tiro de um dos policiais, e do próprio assaltante, assassinado por outros PMs dentro do camburão que o levaria à delegacia. O filme estréia dia 11 de outubro no Rio, mas no dia 2 de outubro será exibido na mostra Premiere Brasil, que faz parte do Festival do Rio BR 2002.

Publicado por Marcus Moura 08:29 PM | Comentários (1)


setembro 16, 2002

O ratinho trocador

Você sabe que está pirando quando alguma coisa que você tem certeza que estava ali, de repente não está mais. Isso acontece freqüentemente com pequenos objetos, como a chave do carro, agenda, documentos, qualquer coisa que você precise imediatamente para poder sair de casa. E as coisas somem quando você está atrasado. No meu caso, as coisas somem sempre. Hoje foi a vez da chave do carro (hoje, uma vírgula! Ela some umas duas vezes por semana, pelo menos): não estava pendurada ao lado da porta, não estava no armário, não estava no bolso da calça usada ontem. Enfim, não estava em parte alguma. Após procurar muitas vezes em todos os lugares prováveis e improváveis, finalmente vem a paranóia, disfarçada de trágica solução: "deixei a chave espetada na porta do carro desde ontem!" O pensamento que vem em seguida é óbvio: "Roubaram o meu carro!!"

Então eu parto desatinado para a rua, procurando o carro e, imbuído de cegueira paranóica, não acho o dito cujo. Calafrios, medo, desespero, a vida inteira passando na minha frente em um único segundo (por favor, sem drama, clipping da vida é só quando a gente morre), até que, em uma olhada menos desesperada, a verdade surge: o carro está lá (na minha cara, sempre esteve), incólume, na mesma vaga de ontem à noite. E, claro, sem qualquer chave espetada na porta. Então tá: e a chave, cadê? Porque ela sempre aparece. E aparece sempre onde você já procurou. O que me leva a concluir que este foi mais um trabalho do ignóbil ratinho trocador.

Sim, ele existe. Essa figura arquetípica salta do inconsciente coletivo, some com as minhas coisas e, quando já não há mais esperança, ou quando estou quase pagando o mico de orar para São Longuinho e dar os tais três pulinhos (eu, hein...) caso a graça seja alcançada, o miserável roedor devolve o objeto do qual se apropriou sem deixar sequer um amendoim no lugar (o ratinho trocador que me assombra é muito canalha, some com as coisas mas não deixa nada no lugar). Dessa vez ele colocou a chave de volta no bolso da calça usada ontem, aquela em que procurei umas três vezes dentro de todos os bolsos. Quer dizer, eu acho... Ou melhor, eu perco. Mas acho de novo. É o ratinho. Foi o ratinho. É sempre o tal ratinho.

Publicado por Marcus Moura 05:21 PM | Comentários (0)



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